O sonho de toda Geek
Glee é uma série que de uma forma ou de outra quebra padrões. Ás vezes ela não faz nada disso e de vez em quando faz tudo de uma vez só.
Uma das coisas mais caracteristicas da cultura estadunidense é o tão famoso Prom - que confesso, eu acho o máximo -, e por isso só, o episódio já prometia muito.
Rachel engasgou em seu teste para o NYADA e o que resta é seguir em frente. Apesar de entender todos os passos da recuperação que ela estava fazendo, eu não aceito o fato dela desistir tão fácil. Ok, não realizar os seus sonhos da forma que você imaginava não é fácil, mas não acho que a carreira dela estava acabada por causa disso.
O que eu achei aceitável foi sua reação referente a campanha de Finn e Quinn para Rei e Rainha do baile. Apesar de Quinn estar em uma cadeira de rodas, ela continua sendo a garota mais bonita do colégio e a que tem um passado - grande- com seu namorado. E insegurança com tudo dando errado, na minha concepção é compreensível.
Mas o número músical de Big Girls Don't Cry foi muito ruim!
Parte desse desastre se dá pela voz estridente do Chris Colfer. Não faz nenhum pouco meu estilo, e da mesma forma de quando ele destruiu I Have Nothing da Whitney Houston, dessa vez ele também era totalmente dispensável.
Falando em Kurt, como não comentar o drama sem noção do Sr.Blaine?
Depois daquela história de quase suícidio do Mr.Schue por causa de uma cola em prova, esse sem dúvida foi a situação mais cômica do ano - ou não -. Não ir ao baile por causa do gel do cabelo é patético, e só fez eu continuar me irritando com o personagem.Blaine está totalmente caricato, o que foge muito do que havia sido proposto quando ele entrou para o elenco.E enquanto eu imaginava as pessoas chocadas com Quinn andando - falemos disso mais tarde-, as expressões perplexas ficaram para o cabelos meio "black power" do ex-warble.
E se é pra falar de comédia, não tem como não citar Brittany e Beck.
A primeira foi colocada contra a parede pelo Diretor Figgins, pois nunca fez nada para valer seu cargo de Presidenta dos estudantes.
As cenas dela com a comissão do baile, questionando os temas -porque não se pode fazer algo sobre "Escadas para o céu", se não existe uma rampa para os deficientes e ela nem tem certeza se eles podem entrar lá-foram hilárias! Ri como sempre quando ela aparece em cena.
Dinossauros como tema foi o mais original e bizarro, mas como está na biblia que eles viveram juntos com os homens da caverna, acho muito válido na hora de dançar. Dinosaur - música da Ke$ha, quem mais séria?- foi divertido pois temos uma intérprete específica para isso.
A Beck roubou a cena - e fez a Tina chorar horrores -, pois queria ser a rainha do baile. Mas eu te digo uma coisa, quando sua voz interior é de Rainha Britânica, você não precisa de mais nada.
Os surtos, as atitudes no anti-prom- do tipo,vamos jogar stripe poker-,e todas as cenas com o Puck foram os pontos altos do episódio.
Ela é uma bitch - como Sue apontou corretamente-,mas como não ama-la?
E Puck, um sonho a menos no caminho do sucesso.#Euacredito.
Já que toquei rapidamente no nome de Tina - da mesma forma apressada com que Ryan Murph deixa ela aparecer em cena-, acho que faço o mesmo questionamento de todos: O que está sendo feito com a personagem?
Ela tem menos falas do que o menino Samuel, canta menos que o menino Damian e é menos carismática do que Mike Chang - que alías, gosta de dinossauros-.Será que teremos que esperar mais uma temporada para ela ter destaque?
Esperemos que ela não acredite na profecia Maia!
A trama na verdade se concentrou em Rachel e Quinn. Enquanto Rachel não podia suportar a ideia de ver a loira "roubando" novamente seus sonhos adolescentes, Quinn mostrou que seu lado egoista poderia prevalecer.
Quinn sempre foi a garota mais insegura do Mckinley High - e pra mim isso sempre foi muito óbvio-. Se conformou com sua beleza e popularidade, por que tinha certeza que nunca mais seria tão importante.
Enquanto Rachel sonhava com New York e com sua carreira, Quinn sabia que seus dias de glória acabariam com a formatura. Sinceramente, esse drama de "pobre menina rica" me irritou desde o principio. Mas agora até consigo achar justificável algumas atitudes. Quem não teve 17 anos e achou que seus problemas eram os maiores do mundo?
Querer mostrar que estava andando quando fosse receber a coroa não era uma atitude egoista,pelo menos não era até perceber que a cadeira de rodas poderia lhe render o que ela tanto esperava.
Bom, o Finn deu um piti e me fez adora-lo ainda mais. A cena em que ele tenta força-la a sair da cadeira e depois indo atrás da Rachel, renderam vários pontos positivos.
Lea Michelle estava incrível naquele vestido, e realmente confirmou uma transformação completa - se lembrarmos dela no começo da série -.